Monte Fuji e Kawaguchiko – 5º diário de viagem

Explorando o Monte Fuji e Kawaguchiko: Um relato pessoal e bem-humorado da minha viagem inesquecível ao Japão.

Rumo ao Monte Fuji e Kawaguchiko

No 5º diário de viagem pelo Japão, partimos rumo ao Monte Fuji e Kawaguchiko, uma das cidades próximas dele. Hora de deixar nossa querida Tóquio e partir para conhecer outras cidades do Japão. Claro, voltaremos para Tóquio nos últimos dias da viagem.

Fizemos um roteiro baseado na linha do shinkansen (o famoso trem bala japonês) para usar melhor os sete dias do Japan Rail Pass (falei dele aqui). Passamos uma noite em Kawaguchiko, depois seguimos para Osaka, ativamos nosso JR Pass e fizemos bate-volta para outras cidades, usando o shinkansen como transporte principal. Já estava ansiosa para ver se esse trem é rápido mesmo!

Acordamos não tão cedo, arrumamos nossas malas, conversamos com a família e fizemos o check-out no hotel. Na minha ingenuidade de primeira viagem ao exterior, achei que conseguiríamos chegar em Kawaguchiko por volta das 11h da manhã, mas essa foi a hora que saímos do hotel de Shinjuku. Haha!

A Caminho do Monte Fuji

Seguimos com nossas malas para a estação, compramos as passagens de trem (ainda não era o trem bala), rodamos um pouco até achar a plataforma correta, mas embarcamos direitinho! Para quem vai viajar ao Japão, uma ótima ajuda na hora de buscar rotas de trem, metro e avião é o site JORUDAN, que mostra opções de rotas com horários, melhores preços e tempo do percurso. É muito útil!

O Monte Fuji fica entre as províncias de Shizuoka e Yamanashi, a oeste de Tóquio. Para conhecê-lo mais de perto, é preciso ir para a região dos cinco lagos Fuji, onde o Lago Kawaguchiko é a área com mais atrações turísticas. De Tóquio a Kawaguchiko, leva-se em média 2 horas, sendo possível fazer um bate-volta. Nós partimos de Shinjuku Station com troca de trem em Otsuki Station, totalizando 3290 ienes (uns R$105).

passagens shinjuku a otsuki

Ainda bem que o que importa dá pra entender

Saindo de Tóquio, a paisagem muda: os prédios diminuem, as casas começam a aparecer, muitas com hortas ou pequenas plantações. Tudo parece muito calmo e tranquilo. No trem, havia muitos turistas, tanto estrangeiros quanto japoneses, todos ansiosos para ver o famoso Monte Fuji ou Fuji-san, como é chamado.

Pelas casas da pra ver que estamos longe da grande metrópole

Chegada a Kawaguchiko

Após pouco mais de 2 horas, chegamos à charmosa Kawaguchiko Station, por volta das 2 da tarde, muito além do horário combinado com o hostel. Nenhuma de nós teve coragem de tentar ligar para o hostel (inglês com sotaque por telefone, não ia rolar). Pegamos um táxi para o hostel com o endereço em mãos.

A cidade de Kawaguchiko é uma graça! Muito bonita, organizada, limpa, voltada para o lago e com uma ótima vista para o Monte Fuji! Estávamos morrendo de fome e, quando chegamos ao hostel, adivinhem? Não tinha ninguém!

sill e nadia no trem a caminho do monte fuji

Tomando conta das poltronas

Dia de ótima visibilidade para o Monte Fuji

 

Trens japoneses

Mais uma vez, o importante a gente entende

Hospedagem em Kawaguchiko

Esperamos do lado de fora por meia hora. O mais impressionante foi que o hostel estava aberto! Entramos na recepção com as malas, tocamos a campainha e, se quiséssemos, poderíamos ter entrado em qualquer sala ou quarto. Para quem é do Brasil, isso é (infelizmente) impressionante.

A pousada/hostel se chama Guesthouse Sakuya. Tem uma ótima vista para o Monte Fuji, de todos os quartos, inclusive do Onsen (sala de banho). É administrada por um casal e fizemos a reserva pelo Hostelworld. Fica a 10 minutos de táxi da Kawaguchiko Station, um pouco afastada, o que pode ser ruim se quiser ir e vir muitas vezes da estação ou não quiser pagar táxi.

Nossa ideia era economizar e aproveitar para nos hospedar no estilo japonês. O lugar parecia um chalé, bem legal, mas sem luxo. Tinha futons, uma mesa baixa acolchoada com um aquecedor (delícia), um armário com cobertores e algumas coisinhas a mais. O ponto negativo foi o banheiro fora do quarto.

O dono foi ótimo, mas seu inglês era difícil de entender. A Silvia, que fala bem inglês, também teve dificuldade. Eu já desisti e falei que entendi. Haha! Mesmo assim, tudo correu bem. Acho que entendemos errado qual banheiro usar, até hoje acho que tinha outro mais perto do quarto.

 

Muito cara de casa das montanhas – Guesthouse Sakuya

Nossa mesa com aquecimento <3

Explorando Kawaguchiko

Depois de nos instalarmos, partimos em busca de comida e para conhecer Kawaguchiko! Pegamos bicicletas emprestadas no hostel (de graça) e um mapinha da região e partimos… “Bicicleta! Ai, meus Deus! Há quanto tempo eu não andava de bicicleta?!” foi o que pensei na hora. Haha!

A jornada por Kawaguchiko de bicicleta foi difícil, pois no meio da tarde de uma segunda-feira numa cidade pequena, não foi fácil encontrar comida. A vista era linda e o tempo, apesar de frio, estava com boa visibilidade para o Monte Fuji! A cidade é uma graça!

O primeiro ponto que paramos foi no Oishi Park, à beira do lago. Confesso que paramos em busca de comida, mas o lugar tem uma vista ótima e uma loja de souvenires (mas não tinha almoço ou lanche). Tiramos algumas fotos e continuamos.

Passamos por uns dois museus (não entramos) e achamos um café francês, muito charmoso, com detalhes rococó. A Silvia estava quase desmaiando de fome, então paramos. No momento, só haviam sobremesas, mas mesmo assim, experimentamos.

Um pouco mais alimentadas, continuamos a explorar a cidade. Apesar de turística, Kawaguchiko é diferente de tudo o que já tinha visto! Desde o Oishi Park, há uma ciclovia ao longo do lago, proporcionando uma vista bacana e um caminho tranquilo para pedalar.

Partindo com a cara e a coragem

Chegando no Oishi park

 

Esperava que estivesse escrito Oishi park em japonês

Não parece, mas estava bem frio

Não podia falta uma foto com o Monte Fuji ao fundo

Me segurei para não sair saltitando de felicidade

Não dá pra cansar dessa paisagem

japoneses capricham até na tampa do bueiro

Encerrando o Dia com um Onsen

Depois de algum tempo, encontramos um restaurante aberto (não anotei o nome). Pedi um prato com arroz, empanado de peixe, camarões e mais algumas coisas (algas e uma sopa). Estava muito bom, mas ainda não me acostumo com o arroz papa e sem sal (sumimasen).

Voltamos ao hostel quase anoitecendo e paramos numa loja de conveniência para nos abastecer, já que não fechamos o café da manhã com o hostel. A volta foi difícil… Sedentária há anos, não aguentei pedalar até o final. Minhas pernas não tinham forças para subir, terminei o caminho a pé, carregando a bicicleta.

Ótima comida, pena que não peguei o nome do restaurante

Reunindo coragem para voltar todo o caminho de bike

Todo o cansaço foi esquecido quando entramos no onsen da pousada! Onsen são fontes termais naturais e muito comuns no Japão. Onsen é tradução para fontes termais naturais, e se espalham por todo o Japão, sendo muito comum encontrar cidades cujo turismo é voltado aos onsens, acho que a cidade de Hakone pode ser um exemplo.

Na pousada, o onsen é privativo e o dono separou uma hora para cada grupo hospedado. A água é uma delícia, muito quente, e todas as minhas dores, principalmente nos pés, foram embora. Recomendo!

Depois desse banho relaxante, ficamos na área social da pousada com outros turistas japoneses, demos sinal de vida para a família e depois fomos preparar nossas camas para dormir o sono merecido.

 onsen do hostel

Onsen!! Esse lugar fez milagres com minhas dores

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Erika Silva

De boa e tranquila por fora, ansiosa e planejadora por dentro. É designer gráfico, na casa dos trinta anos, amante de filmes, séries, desenhos, música, chocolate com coco, livros e sobremesas.

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Alguns serviços que eu utilizo e que me ajudam e me fazem economizar nas minhas viagem

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