O que fazer e não fazer em Kawaguchiko – 6º diário de viagem

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Monte Fuji

“Um barco no porto está sempre seguro, mas não foi pra isso que se construiu o barco”. Uma vez li essa frase em algum lugar e vira e mexe me lembro dela pra me incentivar a fazer algo que estou com medo de me arriscar. Viajar pela 1ª vez ao exterior e para o Japão de certa forma foi um risco, um sonho, mas um risco. Muitas coisas podiam dar errado, mas muitas outras podem dar certo e nesse 6º diário de viagem, algumas coisas deram errado, nada grave, mas quero escrever sobre o que fazer e não fazer em Kawaguchiko.

O que fazer em Kawaguchiko?

Além de ter uma das melhores vistas para o Monte Fuji, a vista para o lago em si já é muito bonita também. Há um ônibus turístico partindo da estação, ele dá a volta no lago Kawaguchiko e ao vizinho Lago Saiko, parando em pontos de atrações como o museu Kawaguchiko Music Forest, o museu Yamanashi Gem e o Oishi park.

O Kachi Kachi Ropeway é um “bondinho” (tipo o do pão de açúcar, desculpe não sei outro termo), que leva a um ponto de observação no Monte Tenjo. O acesso mais fácil é com o ônibus de turismo ou de 15 a 20 minutos a pé da estação Kawaguchiko.

Você pode subir e descer de bondinho por 720 ienes ou descer andando por um caminho que passa por outros pontos de observação por 410 ienes, essa é uma ótima opção ainda mais na primavera e no outono.

Saindo de Kawaguchiko, há o Fuji-Q Highland, um grande parque de diversões na região dos cinco lagos Fuji e muito popular no Japão, principalmente por suas montanhas russas, das mais altas do mundo, temática de animes famosos e diversas outros atrações, sério gente é muita coisa.

É possível pegar um trem de Kawaguchiko (170 ienes) para a Fujikyu Highland Station (sentido Otsuki), a entrada do parque custa 1500 ienes.

Nossa vista para o Monte Fuji de hoje

Continuando nosso diário de viagem, acordei por volta das 8h da manhã e tentei não enrolar para levantar apesar do frio… dormi pensando na vista que teríamos ao acordar de manhã. O nosso quarto, assim como todos da pousada tinham vista para o monte Fuji e fiquei animada de ver o céu de manhã cedo com a vista para o Fuji.

E não me desapontei! O ceú estava limpo e com Sol, proporcionando uma vista bacana! As meninas também levantaram e depois de um tempo tiramos algumas fotos no quarto, com aquela cara amassada e inchada de sono, mas com o Fuji ao fundo!

Estava muito frio, levantamos (meio de pijama mesmo) e tivemos de sair de casaco e toca pra aguentar o frio, no termômetro estava marcando 5 graus! Isso pra mim já é muito frio.

Tomamos nosso café da manhã (na mesa aquecida), arrumamos nossos futons e fomos para a área social, socializar e dar notícias para a família!

Enquanto estávamos na pousada o desejo de saber falar japonês cresceu. Queria muito poder conversar com eles, saber de onde eram, mas nem em inglês eu consegui direito, da próxima vez (e vai ter próxima vez) eu vou sabendo falar japonês.

Bom, chegou a hora de dizer tchau para essa pousada, combinando antes, eles levam até a estação. Foi apenas uma noite, mas adorei, recomendo muito!  Guesthouse Sakuya

Nos arrumamos, fizemos nossas malas, check out e partimos para a estação de Kawaguchiko e… sinceramente não tínhamos destino certo.

Sol, céu limpo e 5 graus

Vista fora do quarto

O que não fazer em Kawaguchiko

Chegamos na estação antes das 11 horas da manhã e queríamos conhecer um pouco mais da região e o check-in do hotel em Osaka era só na parte da tarde.

A princípio, pensei em ir para a 5ª estação do Monte Fuji, mas estávamos com as malas (grandes) e não sabia se era viável ir com elas.

Tentamos ver para onde iríamos e decidimos ir para a estação de nome Monte Fuji, chegando lá pedimos informações e a moça (muito prestativa e com inglês excelente) nos indicou ir para a estação Shimo-Yoshida onde fica a Chureito pagoda (ou pagode, não o ritmo brasileiro, uma Torre de vários andares), segundo ela tem uma vista bonita e vários lugares para visitar.

Antes de ir, na estação achamos alguns guarda-volumes grandes que cabiam nossas malas! Muito útil, é só colocar  moedas (em torno de 400 a 600 yen, R$10 à R$15), fechar e pegar a chave, sem limite de tempo.

Pegamos o trem e partimos… mas não chegamos onde queríamos. Comemos bola e não vimos a estação passar (nessa hora todos pensam “Que tontas”).

Realmente nos perdemos, paramos numa estação bem longe de Kawaguchiko e como haviam muitas estações e locais de baldeação, tivemos que voltar para a estação Otsuki, onde sabíamos que tinha trem para a estação Monte Fuji, mas até aí já havia se passado muito tempo.

Pelo menos, voltamos em um trem turístico muito bacana, lindo, com uma guia turística bem legal, que queria que a gente tirasse foto de tudo! (a passagem é mais cara).

Olha que graça esse trem

Uma das melhores fotos nossas da viagem <3

A guia insistiu pra tirarmos essa foto hahaha

Voltamos para a estação Monte Fuji, comemos (já estava no meio da tarde), pegamos nossas malas e partimos para Osaka, passando de novo por Otsuki (nunca mais esqueço desta estação haha) tendo que ir para Yokohama para daí pegar o trem bala para Osaka (tipo Yokohama é do lado de Tóquio).

Pode ser que houvesse outro caminho, mas tanto na internet quanto na compra dos tickets, nos disseram para ir para Yokohama.

Anotem aí, ir do Monte Fuji para Osaka, não compensa, trajeto muito longo.

Já estava ficando tarde quando pegamos o shinkansen “Nozomi” (atenção que esse trem não está incluso no JR Pass) para Osaka e começamos a ficar preocupadas de que horas chegaríamos no hotel, mas também era interessante ir no trem bala mais rápido de todos!

O trem bala realmente vai muito rápido, é tão confortável, espaçoso e nem balança quase, dá para girar as poltronas e deixar elas de frente para as outras.

Chega uma hora que quase não se vê direito a paisagem de tão rápido.

Chegamos em Shin-Osaka já bem tarde da noite e pegamos um táxi até o hotel, neste momento fiquei feliz de ser prevenida e ter impresso o mapa do hotel e sorte por estar em kanji, pois os taxistas não falavam inglês.

Entreguei pra ele, disse o nome do hotel e “Near Osaka Castle” e ele entendeu haha Me senti muito útil e feliz nesse momento!

No hotel, acordamos o pessoal para fazer o check-in, mas finalmente chegamos! Como todos os dias só queríamos um banho, cama e dormir (nem sempre nesta ordem).

Infelizmente, nem tudo é perfeito numa viagem, principalmente para viajantes de primeira viagem! Porém, como disse no início, temos que correr riscos, tudo o que passamos serviu como experiência para o restante da viagem e para outras que vamos fazer. Foi engraçado e foi uma aventura e tanto!

E você o que está achando da nossa viagem e dos nossos foras? Continue acompanhando nossos diários de viagem.

 

Erika Silva
Erika Silva

Metida a viajante, de boa e tranquila por fora, ansiosa e planejadora por dentro. É designer gráfico, na casa dos trinta anos, amante de filmes, séries, desenhos, música, chocolate com coco, livros e sobremesas.

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