Kyoto e Nagoya – 10º diário de viagem

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Quando estamos planejando uma viagem, imaginamos que ela seja perfeita, que todos os lugares que visitaremos serão incríveis e que tudo vai dar certo.

Podemos dizer que 75% da viagem é assim, quando planejamos tudo direitinho. Mas raramente vai ser 100%, as situações chatas sempre podem acontecer… e sim, elas acontecem.

Aconteceu conosco, nesse 10º dia de viagem pelo Japão, conhecendo as cidades de Kyoto e Nagoya.

Saímos para nosso caminho de sempre para Shin- Osaka, já estava decorando todas as estações e uma brincadeira boba de todos os dias, era ficar repetindo os nomes das estações de metrô, igual eles anunciavam.

Vocês devem imaginar que alguns nomes são difíceis de repetir rápido em japonês como “Ikebukuro”, “Sakaisuji-Hommachi” ou “Yodoyabashi”, mas acho que o mais difícil e divertido do nosso caminho era “Nishinakajima-Minamigata”! (Tentem repetir isso rápido 3 vezes hahaha).

Voltando a Kyoto

Separamos o santuário Fushimi Inari, para visitar em Kyoto, ainda ficou tanta coisa para ver, mas tivemos que escolher. De Kyoto station, o santuário fica em frente a JR Inari station, 2ª estação da linha JR Nara (¥ 140).

Fushimi Inari é um santuário xintoísta, um dos mais importantes do Japão, tem origens bem antigas e é famoso por seus milhares de toris, aqueles portões vermelhos que vemos em muitos lugares no Japão, eles marcam a entrada para um santuário.

Este santuário xintoísta (Jinja) é dedicado a Inari, o deus da fertilidade, as raposas (Kitsune) são consideradas mensageiros de Inari, por isso existem muitas estátuas de raposa por lá.

Diz a lenda, que essas raposas podem ter até 9 rabos, quanto mais rabos tiver, mais poderosa ela será (Alguém que lê/assiste Naruto aí?!).

Nesta região há produtores de saquê, as trilhas cheias de toris (portais), são doados por particulares e empresas pedindo proteção para seus negócios, tem o nome do doador e a data da doação.

Há um grande tori e uma estátua de raposa marcando a entrada do santuário, as construções são bonitas, mais coloridas e enfeitados do que os templos budistas.

Enquanto estávamos na primeira parte do santuário, começou uma cerimônia tradicional, com as pessoas usando os trajes típicos, instrumentos e canto, bem interessante, mas não podia tirar foto. Depois podíamos também comprar uma miniatura de tori e escrever o nome da família, pedindo prosperidade e pendurar junto com as outras.

Essa é a visão saindo da estação de trem

Para nossa sorte parou de chover

Santuário Fushimi Inari

Raposa (Kitsune) mensageiro de Inari

Fonte de purificação, que só fiquei sabendo depois (foi mals japoneses)

Rituais xintoístas

Personalize sua mensagem de raposa, alguns capricharam

Todos pedindo prosperidade

Santuário Fushimi Inari

Inari

Os detalhes são muito bonitos

Subindo para as trilhas

Tinha muita gente visitando, difícil tirar foto sem ninguém

Trilhas de Tori

Neste santuário foi gravado cenas do filme Memórias de uma gueixa, que ganhou vários prêmios no ocidente.

No Japão, o filme foi muito criticado, segundo o site Cultura Japonesa,um filme caricatural que mais reflete uma imagem ocidentalizada e distorcida do Japão e das gueixas, do que um período da história recente do país”. Veja a matéria completa aqui.

Na parte de trás da base principal do santuário é a entrada para a pista de caminhada coberta de toris, que começa com dois caminhos paralelos de portões, há portões ao longo da trilha inteira, que passam por outras construções do santuário e para a floresta arborizada do sagrado Monte Inari.

Não fui até o final da trilha, mas li que a vista de Kyoto é muito bonita de lá!

Nádia na trilha de toris

Única foto que consegui sem ninguém atrás de mim, para mostrar a trilha

Detalhe dos inscritos e da lanterna.

Já saindo do santuário

Saímos do santuário, voltamos para Kyoto Station e resolvemos almoçar por lá mesmo, tinha muita gente e tudo muito cheio! Depois fomos direto procurar a plataforma e o próximo horário de trem agora para Nagoya.

Conhecendo Nagoya

Localizada na província de Aichi e a 4ª cidade mais populosa do Japão, Nagoya se mostra uma cidade mais moderna como Tóquio, bem diferente de Kyoto da qual acabamos de sair.

De Kyoto ou Osaka à Nagoya de shinkansen (JR Tokaido shinkansen) leva-se de 40 a 70 minutos dependendo do trem.

Viajando de trem local da JR Tokaido line são aproximadamente 2 horas e 15 minutos. Partindo de Tóquio de shinkansen leva-se de 1h10 a 3hs a Nagoya dependendo do trem.

Desde o início nossa ideia era usar e abusar do JR Pass e da velocidade do trem bala e nossa como é gostoso andar de shinkansen!

É muito confortável, espaçoso, pontual, prático e rápido, nota 1.000. O shinkansen que pegamos para Nagoya foi o Kodama, tinha algumas paradas então levamos em torno de 1 hora para chegar, com o Nozomi (mais rápido de todos) leva cerca de 40 minutos, mas ele está fora do JR Pass.

Mapa de estações de Nagoya

Mapa de estações de Nagoya

Chegando em Nagoya, me senti vendo Tokyo novamente. Tem muitos prédios modernos, arranha-céus, muita gente apressada saindo e entrando da estação.

A cidade foi muito destruída por ataques aéreos na 2ª guerra mundial, mas foi totalmente (e muito bem) reconstruída, a Toyota Corporation mantém sua sede na cidade e tem até um museu relacionado a ela.

Procuramos por informações na estação para pegar o ônibus turístico que passa pelo Castelo de Nagoya e é bem organizado por lá, nós é que ás vezes tínhamos vergonha de perguntar.

Engraçado que quando saímos da estação encontramos uma placa com os pontos principais e turísticos de Nagoya, mas tinha uma coisa diferente na placa, que só a Silvia reparou… estava escrito em inglês, japonês, outra língua que não sei e português!

Estava tão habituada a procurar pelo inglês que nem reparei nas outras línguas, deve haver muitos brasileiros pela região, tinha até um restaurante chamado “Pastel” do outro lado da rua, mas não deu para ir lá.

Chegando em Nagoya

Rua de Nagoya saindo da estação

Intrigante essa escultura

Achei esse prédio demais!

Placa em português também

Pegamos o ônibus que passa em vários pontos turísticos de Nagoya, compramos o ticket em Nagoya station, mas só paramos no Castelo de Nagoya e mais uma vez (não a última) vimos um jardim lindo cheio de cerejeiras floridas e muitas pétalas voando! O castelo também é mais uma atração nesta época por causa das flores.

Chegando no Castelo de Nagoya e como não achar lindo

Só um pedacinho do castelo

O Castelo de Nagoya possui 7 andares e há um grande parque em volta, custa 500 ienes para entrar, fica na estação Shiyakusho stn. ou na parada Nagoya-jo Seimon-mae se você for de ônibus.

Construído no Período Edo (1603 – 1867), por Tokugawa Ieyasu, que foi um grande líder no Japão. Ao visitá-lo é possível ver diversos objetos do Período Edo, armaduras, espadas, esculturas, sobre a família Tokugawa e sobre a reconstrução do castelo que foi destruído em 1945 pelos ataques na 2ª guerra mundial e reconstruído depois, muito bem construído por sinal.

Castelo de Nagoya, nosso primeiro castelo

Tcharaaaaamm: Nagoya castle

Parque ao redor do Castelo

Jardim no Castelo de Nagoya

Já comecei a me perguntar, como que todo lugar que a gente vai está cheio?

Típica Carpa japonesa

Tokugawa, pensa num cara que mandava no povo!

História de reconstrução do castelo

Capacete de samurai do periodo Edo

Armadura periodo Edo

Espadas, não sei se dá pra ver, mas tem detalhes bem legais

Maquete do Castelo de Nagoya

Achei um barato esse cartaz

Maquete do castelo de Nagoya

No último andar do castelo há um observatório para ver a cidade, acho que quase 360º de vista, que é linda! Ainda bem que o tempo melhorou um pouco e estava menos nublado.

Tiramos muitas fotos e andamos por todos os andares, o castelo é bem grande!

Panorama de Nagoya

Vista de Nagoya com a linha do trem bala no fundo

Olha o jardim florido lá embaixo

Como disse no começo, acontecem situações chatas e imprevistos na viagem por mais que planejamos, que tanto eu como a Nádia e a Sill somos novas no lance de grandes viagens, o nosso problema foi que o corpo não estava acompanhando a mente.

Não saímos tarde do passeio pelo castelo, porém a Nádia estava com os pés muito machucados e doloridos, eu também estava, mas não tanto como ela. Tivemos que tomar a decisão de voltarmos para o hotel e tratar dos pés, por que se não no outro dia ficaria pior.

Essa é a parte em que o sedentarismo tirou algumas horas da nossa viagem, o corpo pediu arrego depois de tanto andar.

Apesar de tudo, o dia ainda rendeu! Visitamos 2 cidades e ótimos lugares e na volta de ônibus ainda passamos por vários lugares de Nagoya e o centro, que chama-se Sakae, bem movimentado.

Das fotos que amo mais!

Pôr do sol em Nagoya

Nagoya station

Não é por que tivemos imprevistos que nossa viagem foi menos maravilhosa, pelo contrário, nós aprendemos com isso e sem vamos levar o aprendizado da viagem não só para as próximas viagens, mas para a vida.

 Pétalas de sakura em Nagoya

Por mais viagens cheias de flores!

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Erika Silva
Erika Silva
Nerd || Geek || Graphic Designer ||

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