Hiroshima e Miyajima – 13º diário de viagem pelo Japão

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Depois de um passeio bem cedo pelo Castelo de Osaka, nosso destino agora é Hiroshima e Miyajima, o roteiro do dia é longo e tem muito lugar para conhecer. É possível conhecer os dois destinos em 1 dia, chegando bem cedo na região. Vem comigo!

Como chegar em Hiroshima?

Partindo de Osaka ou Kyoto, de trem bala para a estação de Hiroshima, são cerca de 1h30 a 2hs de viagem, pode variar dependendo do trem e da quantidade de paradas pelo caminho.

De Tóquio são 4hs de viagem com o trem bala mais rápido (Nozomi) ou 5hs com outros trens (Hikari ou Sakura), a viagem fica bem mais corrida e cansativa, mas os trens são bem confortáveis.

É possível consultar os horários, rotas e preços dos transportes no site Jorudan.

Lembrando que eu utilizei o Japan Rail Pass, comprado no Brasil, o passe para estrangeiros do trem bala e linhas de metrô da JR. Sem o passe essa ida a Hiroshima custaria 11,410 yen (uns R$350), como já disse antes aqui, vale a pena comprar o JR Pass se você pretende visitar várias cidades no Japão, só não é possível usar o passe no trem Nozomi.

Welcome!

Hiroshima

Por motivos lamentáveis Hiroshima dispensa apresentações, acho que todo mundo a partir de certa idade já ouviu falar da cidade.

Milhões de pessoas visitam Hiroshima, a cidade que foi atingida pela bomba atômica em 1945, em que tantas pessoas foram eliminadas em instantes.

Como atração turística pode até ser um clichê, no entanto pode causar muitos sentimentos inesperados, não só de tristeza ou indiferença, mas a reconstrução da cidade deixa um lado positivo na visita, fazendo valer muito a pena visitar esta cidade.

Há alguns dias atrás estava difícil decidir nosso roteiro para essa região do Japão, são tantas coisas legais, lugares incríveis, fotos lindas e foi unânime para nós três que tínhamos que ir visitar Hiroshima e Nagasaki. Infelizmente, não deu tempo de ir à Nagasaki, é bem longe, mas Hiroshima e Miyajima já valem a pena.

Chegamos na estação principal de Hiroshima e nosso primeiro destino na cidade seria o Parque Memorial da Paz (Peace Memorial Park), há uma linha de ônibus para o parque, mas tinham várias saídas na estação e ficamos meio perdidas.

Quando estávamos olhando o mapa, eis que surge, do NADA, um guarda japonês oferecendo ajuda, tomamos um baita susto! Hahaha

Ele não falava inglês, mas fez sinal indicando o caminho pra gente, bem simpático e prestativo, como tínhamos o nome anotado, ficou mais fácil.

Pegamos um ônibus eléctrico (ou bonde não sei) para a estação mae Genbaku-Domu, você pode pegar a linha 2 ou 6, leva uns 10 min. e custa 150 yen até o parque, tem muitos ônibus elétricos em Hiroshima e as paradas são identificadas.

Parque Memorial da Paz

Sem dúvida o Parque Memorial da Paz é o ponto mais visitado de Hiroshima, ele é enorme e mesmo quem não está lá para visitá-lo deve se deparar com ele em algum momento.

Quando descemos do ponto, não é possível ver muito dele, havia uma escultura e uma placa onde está escrito sobre o parque e a guerra, chegamos pelo lado da cúpula da bomba.

De um lado nós vemos um rio tranquilo, com pessoas passeando, na margem um jardim bonito, quando se olha para trás se vê um prédio destruído, é a cúpula da Bomba-A.

Ali a alguns metros acima é o exato lugar onde a bomba explodiu, a Unesco transformou em patrimônio da humanidade.

Não tem como andar por essa cidade e não imaginar a calamidade que aconteceu ali

Cúpula da bom (A-bomb dome)

Dá quase para dar a volta no edifício

Outro lado da cúpula

As placas contam detalhes do que aconteceu antes e após a explosam

Apesar de tudo o parque é uma beleza

Andando mais à frente vimos um monumento em homenagem aos estudantes e depois atravessando a ponte é que começa a maior parte do parque.

 

 

 

O Monumento da Paz das crianças, retratando uma menina com as mãos estendidas, foi criado em homenagem às crianças vítimas da bomba, muitas que sobreviveram tiveram câncer depois de algum tempo.

Como era segunda, o parque estava bem tranquilo

Diversas ilustrações são deixadas em volta do monumento

Mais para trás há o sino da paz e o Monte da memória onde estão as cinzas de milhares de pessoas que foram cremadas no lugar.

O parque ainda continua com o Monumento Chama da Paz, que só se apagará no dia em que não houverem mais armas nucleares no mundo.

O Cenotáfio das vítimas da bomba (Mausoléu) projetado para homenagear as vítimas e nele está escrito a frase “Descansem em Paz. Nós nunca repetiremos o erro”.

O centro do parque é o Museu Memorial da Paz onde há tudo referente à história da bomba e os efeitos na cidade.

Outra parte do parque e ao fundo o prédio do museu

Chama da paz

Cenotáfio das vítimas da bomba

Entrada para o Museu memorial da paz

“Descansem em Paz. Nós nunca repetiremos o erro”

Downtown Hiroshima e outras atrações

Hiroshima tem um centro da cidade movimentado e a rua Hondori é a mais famosa, ela é fechada para carros e cheia de lojas e restaurantes, ela começa perto do parque da paz.

Outras atrações da cidade são o Castelo de Hiroshima, o Museu da Mazda motor próximo da estação Mukainada e o Shukkeien Garden, um jardim que tem vales, montanhas e florestas, representados em miniatura em paisagens do jardim e fica a 15 minutos a pé da estação de Hiroshima.

Castelo de Hiroshima

O Castelo de Hiroshima, que fica a uns 15 minutos de caminhada do parque da paz ou a 10 minutos da parada de ônibus Kamiyacho-Nishi ou Kamiyacho-Higashi.

No caminho vimos um pouco da cidade, talvez por ser uma segunda-feira não haviam muitas pessoas andando pela rua.

Haviam algumas placas na rua e o castelo pode ser visto de longe, é possível achar sem problemas.

Assim como os outros castelos que visitamos, este também tem um parque em volta, não com tantas cerejeiras em volta, mas não deixa de ser bonito!

Olha só como dá pra ver o castelo de longe

Entrada para a área do castelo.

Achei essa ponte um charme!

O castelo de Hiroshima tem as cores mais nos tons de madeira e cinza e não deixa de ser muito charmoso! A entrada custa 350 yen.

Ele também é conhecido como “Carp Castle” ou “Castelo Carpa”, aliás, é um símbolo muito adorado no Japão e principalmente em Hiroshima vimos bastante. As carpas representam a resistência, a coragem e a perseverança.

O castelo foi construído em 1589 pelo poderoso senhor feudal Mori Terumoto, foi um importante centro de poder no Japão Ocidental.

Ao redor do castelo, também há um santuário, algumas ruínas e alguns edifícios reconstruídos da Ninomaru (segundo círculo de defesa).

O castelo foi poupado da destruição que muitos outros castelos tiveram ao longo dos anos no Japão, mas infelizmente, como o resto da cidade, foi destruído pela bomba atômica em 1945.

Reconstruído após a guerra, ganhou um museu pequeno, sobre a história de Hiroshima, desse castelo e de outros.

Chegando próximo a área do Santuário

Entrada do santuário simbolizada pelo tori

Tão rico em detalhes, tão lindo de se ver

Castelo em meio às árvores, escondendo o ouro!

Fachada do castelo mais de perto!

Assim que entramos no castelo haviam algumas coisas à venda, sempre tem lojinha, todo o pessoal muito simpático.

Havia também um lugar para tirar fotos com Yukata/Kimono florido e uma armadura de samurai!

Pense em três turistas SUPER FELIZES fazendo caras e bocas, tirando várias fotos e rindo à toa com as fantasias! Éramos nós!

Postura de japonesa!

A simpática samurai

Fala se eu não pareço uma nissei!!

Depois da sessão de fotos, visitamos o museu no castelo e todos os 5 andares. Subimos ao último andar para ver a vista da cidade.

Ilustrações expostas no museu do castelo

Peça de capacete de samurai

Um pouquinho da vista da cidade

Vista maior para a cidade

E quando estávamos saindo um “quase” pôr do sol deixava o céu lindo!

Após o castelo de Hiroshima, queríamos ir à Nagasaki, mas não ia dar tempo e ainda tinha Miyajima para conhecer, adorei as fotos do lugar e queria conhecer o famoso tori flutuante.

Decidimos ir para Miyajima. O problema foi o caminho que escolhemos.

Começo de pôr do sol

Miyajima

Para chegar a Ilha de Miyajima saindo da estação de Hiroshima, pegue o trem JR Sanyo line para a estação Miyajimaguchi, leva-se em torno de 25 minutos e custa 410 yen.

Outra opção é pegar o ônibus elétrico da linha 2 com destino a Miyajimaguchi, custa 260 yen, ele é bem mais lento que o trem… e nós só descobrimos isso no caminho.

Depois de sair do castelo, olhando no mapa, precisávamos voltar para a estação de Hiroshima para ir de trem até o cais, pegar o ônibus elétrico parecia ser mais perto, então escolhemos essa última opção… nosso erro.

Por esse caminho levamos quase 1 hora para chegar ao cais. Já estava até com medo de ter pego o ônibus errado, pois não chegava nunca!

Então, uma boa opção é ir primeiro para Miyajima e depois visitar as atrações de Hiroshima, acredito que assim o roteiro será melhor aproveitado.

Depois na estação Miyajimaguchi, fica o cais que sai o ferryboat para a ilha de Miyajima (incluído no JR Pass).

Basta pegar o Ferryboat e em 10 minutos chegamos na ilha. O barco é grande e bem seguro, tem vários horários de saída e está incluso no JR Pass.

Também achei estranho, mas são apartamentos na beira do cais

Pena que as fotos não saíram tão boas, era pra ver o santuário lá no fundo

Miyajima é uma pequena ilha famosa pelo Santuário Itsukushima e seu Tori gigantesco, que parece flutuar na água na maré alta. É considerado uma das vistas mais belas do Japão.

Este santuário é centenário e na verdade Itsukushima também é o nome da ilha, mas o nome Miyajima tornou-se mais popular, significa “santuário ilha”, pois parece que o santuário e a ilha são um só na mente da população.

Quem passa a noite na ilha, geralmente quer experimentar algum ryokan (hotel tradicional japonês) ou ter mais contato com a natureza do lugar.

Assim como em Nara, há veados selvagens soltos pela ilha, eles são considerados mensageiros de Deus.

Chegamos no terminal ferry e já estava anoitecendo, para chegar ao santuário basta seguir da estação a rua a beira mar, de lojas e restaurantes e ver o Tori se aproximando, não tem erro.

Pelo visto as coisas fecham cedo por lá ou por ser segunda-feira não sei, haviam um grupo de pessoas e alguns adolescentes animados indo para lá também na maior bagunça.

Infelizmente, minha câmera acabou a bateria e as fotos que consegui tirar não ficaram tão boas, pois já estava anoitecendo e as luzes não ajudavam muito.

Tori flutuante visto do mar

Saindo da estação em Miyajima

Maquete de boas vindas de Miyajima

Mapa das principais atrações de Miyajima | Japan Guide

O Santuário Itsukushima tem uma longa história e é um lugar sagrado para o xintoísmo, é formado por vários edifícios e suportado por pilares acima do mar.

O Tori “flutuante” fica a alguns metros em direção ao mar, quando a maré está baixa é possível ir caminhando até ele.

Como chegamos já anoitecendo não foi possível ver muito do santuário, mas a iluminação à noite é linda! Apesar do frio, para mim sempre é gostoso passear de frente para o mar.

Caminho para o santuário

A ilha ainda tem muita floresta virgem e animais, um teleférico para o Monte Misen e várias trilhas para caminhada.

Ao redor do santuário, há um museu de história, o Pavilhão Senjokaku com uma pagoda de 5 andares e do outro lado o Aquário de Miyajima. E ainda à 5 minutos de caminhada do santuário, há o Templo budista Daisho-in para visitar.

Infelizmente não pude visitar nem metade de tudo isso, mas já está reservado para minha próxima viagem ao Japão!

Tori de Itsukushima

Olha ele mais de pertinho

Um pouquinho das ruas de Miyajima

Algumas lojas são tradicionais do Japão mais antigo

Santuário Itsukushima na maré alta | Foto: Japan Guide

Depois de aproveitar um pouco e tirar algumas fotos, fomos voltando para o terminal do ferryboat, meus pés já estavam pedindo socorro, os da Nádia então nem se fala. Tínhamos um longo caminho pela frente até Osaka.

Esse foi nosso penúltimo dia viajando pelas cidades mais ao sul do Japão, depois partiremos para Tóquio novamente e isso significa também que a viagem está chegando ao fim.

Enquanto não acaba, sigam-nos os bons… e nas redes sociais que ainda tem mais aqui no Se vira no mundo! 

Erika Silva
Erika Silva

Metida a viajante, de boa e tranquila por fora, ansiosa e planejadora por dentro. É designer gráfico, na casa dos trinta anos, amante de filmes, séries, desenhos, música, chocolate com coco, livros e sobremesas.

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